“VOCÊ VALE OURO, TODO MEU TESOURO, TÃO FORMOSA DA CABEÇA AOS
PÉS, VOU LHE AMANDO, LHE ADORANDO, DIGO MAIS UMA VEZ, AGRADEÇO A DEUS POR QUE
LHE FEZ”: BETH CARVALHO, VAI NA LUZ PORQUE NO CÉU O MUNDO DOS VIOLÕES E
CAVAQUINHOS TE ESPERA
A luz da sambista não apagou, foi apenas brilhar mais e mais
lá em cima, para nos banhar melhor com sua voz. No Rio de Janeiro sua terra e
do samba, Beth Carvalho, as 17h33 da última terça (30), morreu aos 72 anos. Desde
o dia 8 de janeiro a cantora e compositora estava internada, por uma infecção
generalizada, o que lhe causou a morte. Com mais de 5 décadas de carreiro a
maioria a considerava a madrinha do samba.
Sucessos na voz da sambista nos embalaram e fizeram parte de
nossa trilha sonora: “Andança”, “Vou Festejar”, “Coisinha do Pai”, “Saco de
feijão”, “1800 colinas”, entre muitos, muitos outros.
Foram muitos os shows que a cantora fez, todos com sucesso
garantido. Mas em 2018 fez o histórico show “Beth Carvalho encontra Fundo de
Quintal – 40 anos de pé no chão”. Fez o espetáculo deitada em uma cama, já com
a mobilidade bastante comprometida pelos sérios problemas de coluna. Como nos
versos da canção de Carlos Lyra e Vinicius de Moraes: “E é deitada, em pé,
mulher tem é que trabalhar”.
Uma vez nos anos de 1980, Nara Leão estava na plateia de um
show de Beth carvalho, a sambista sabendo disso fez questão de contar no palco
que uma das maiores influencias para ela ser cantora foi ver a musa cantando no
espetáculo Opinião. A canora dedicou seu disco “Beth” a Nara e na ocasião
disse: “Sempre admirei. Como eu, Nara era uma menina da Zona Sul, Ipanema, que
tocava violão. Foi uma mulher que saiu da bossa nova e foi fazer o espetáculo “Opinião”,
com compositores do morro, num momento politico extremamente importante no país”.
Na foto acima Beth carvalho entre Dona Zica e Nara Leão.


