domingo, 26 de junho de 2016

THIAGO MARQUES LUIZ

Desde sempre compromissado com a querida MPB

Por Cássio Cavalcante/ Fotos: internet

Muito cedo começou a escrever sobre música em sua cidade, fez jornalismo e logo estava envolvido de corpo e alma com a Música popular Brasileira. Thiago Marques Luiz, mais que um produtor musical um dos principais nomes da preservação, defesa e divulgação de nossa música.


O que te despertou para trabalhar com a Música Popular Brasileira e como aconteceu?

Desde criança sempre fui muito ligado a música. Aos 15 anos comecei a escrever sobre música para jornais e revistas de Guarulhos, a cidade onde nasci. Estudei e me formei em jornalismo mas logo fui trabalhar com produção musical.

Você já trabalhou com os principais nomes de cantoras de nossa música. Existe alguma que queira trabalhar que ainda não aconteceu?

Tanta gente que não seria possível enumerar. O fato é que tenho o privilégio de trabalhar com meus ídolos, com pessoas que sempre admirei.

Sempre digo que em Amelinha a cantora é só a ponta do iceberg. É um dos nomes mais iluminados que já conheci. Ela estava a 10 anos sem gravar e você gravou com ela um belíssimo disco, Janelas do Brasil, logo depois gravou o primeiro DVD da cantora cearense. Como foi o seu encontro com ela?

Um amigo meu filósofo, professor da UERJ, Marco Goulart, me falava muito dela, que eu já conhecia dos discos e tal. Quando fiz um projeto sobre o centenário do Ataulfo Alves a convidei para participar e logo ficamos amigos. Quando Zé Pedro abriu a Joia Moderna, logo pensamos em fazer um disco com ela. O conceito do disco foi todo idealizado por mim e Zé Pedro participou fortemente na escolha do repertório.

Como você analisa a gravadora do Zé Pedro, Joia Moderna, dentro do cenário de hoje da Música Popular Brasileira?

Acho importante porque deu espaço a tantas cantoras maravilhosas que estavam fora do mercado fonográfico. Como Amelinha, Zezé Motta, Silvia Maria e outras.

Uma vez você comentou que o disco mais difícil que fez foi o projeto do Taiguara, por que?

Porque ninguém queria participar; as pessoas tem uma certa resistência com as canções dele. É difícil...

Você já realizou vários projetos com o Cauby Peixoto. Qual a importância desse nome para a nossa música?

Ele foi o maior cantor do Brasil. Fiz 2 DVD’s e estávamos caminhando para o décimo CD dele. Num espaço de quase dez anos. Foi um record, Ele tinha mercado é um público absurdo.



Nos seus discos você gosta sempre de colocar nomes consagrados com novos talentos. O que você tem como resultado nessa mistura?

Gosto de mostrar o encontro de gerações. Agora mesmo estou fazendo pelo Brasil um show de Angela Maria com Márcio Gomes, que é um cantor jovem do Rio de Janeiro que é um verdadeiro fenômeno de público lá e canta um repertório de canções dos anos de 1940, 1950 e 4960, que ninguém da geração dele faz.

Conta para a gente sobre o selo "Nova Estação", Nos conte ainda de alguns discos que já foram lançados pelo seu selo.

Abri um selo para lançar minha produções, embora continuo trabalhando para outras gravadoras. Lancei Angela e Cauby ("Reencontro") que ganhou vários prêmios, o CD e o DVD da Maria Alcina em celebração aos 40 anos de carreira dela, um CD de canções autorais da Alaíde Costa e outros trabalhos. 

Quais de seus novos projetos que estão chegando que você pode nos adiantar?

Vem aí Wanderléa cantando Sueli Costa e um outro projeto que é surpresa ainda reunindo 3 grandes cantoras de nossa música.


GANHADOR DO PRÊMIO DA MÚSICA BRASILEIRA



Na mesma noite que ganhou na categoria de Melhor Álbum em Língua Estrangeira, com "Cauby Sings Nat King Cole", que produziu no ano passado, disse no facebook: “Cauby foi um presente que a vida me deu profissional e afetivamente. Mesmo não estando entre nós ele continua me dando alegrias, como está agora...”Realizado e feliz com o  justo reconhecimento finalizou: “Esse prêmio é meu, de Daniel Bondaczuk,  Nancy Lara, e Ronaldo Rayol". 



COPACABANA SE FEZ NO RECIFE

Aconteceu na última segunda-feira, 20, na livraria Saraiva no Shipping RioMar o lançamento do livro “Welcome To Copacabana & outras Histórias” do jornalista e escritor Edney Silvestre. O decadente bairro carioca mas ainda charmoso cartão postal do Brasil para todo o mundo, no texto do autor se faz interessante em sua essência. Com personagens de todas as tribos que formam o universo que se tornou esse lugar. Senhoras solitárias, vizinhas inusitadas, garotos de programa e até mesmo um robô são peças de um quebra-cabeça que tem em sua montagem uma prazerosa leitura. Vidas interligadas por um único fio condutor a glamorosa Copa.

Muitos foram os nomes dos jornalistas que fazem a notícia em Pernambuco que foram prestigiar o querido colega. Entre eles Jô Mazzarolo, Francisco José e Beatriz Castro, escritores como Raimundo Carrero, Sidney Rocha e Andrea Nunes foram abraçar o amigo. O evento teve a cobertura da Rede Globo e dos fotografos  Renato Neves e Thiago Medeiros.

Edney leu um pouco do livro nos deixando aquele gostinho de quero mais. Conversou com a público, um papo descontraído e animado e depois autografou para uma fila de sedentos leitores.

Nessa época junina em que o forró nos invade a alma, o blog indica entre uma dança e outra a leitura de um dos contos. Para quem gosta da boa literatura é uma dica certeira. 

Fotos: internet


Um comentário:

  1. Ótimas fotos e registros, Cássio Cavalcanti. Parabéns pela cobertura do evento!

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