Desde
sempre compromissado com a querida MPB
Por
Cássio Cavalcante/ Fotos: internet
Muito cedo
começou a escrever sobre música em sua cidade, fez jornalismo e logo estava
envolvido de corpo e alma com a Música popular Brasileira. Thiago Marques Luiz, mais que um produtor musical um dos principais nomes da preservação,
defesa e divulgação de nossa música.
O que te despertou
para trabalhar com a Música Popular Brasileira e como aconteceu?
Desde
criança sempre fui muito ligado a música. Aos 15 anos comecei a escrever sobre
música para jornais e revistas de Guarulhos, a cidade onde nasci. Estudei e me
formei em jornalismo mas logo fui trabalhar com produção musical.
Você já trabalhou com
os principais nomes de cantoras de nossa música. Existe alguma que queira
trabalhar que ainda não aconteceu?
Tanta
gente que não seria possível enumerar. O fato é que tenho o privilégio de
trabalhar com meus ídolos, com pessoas que sempre admirei.
Sempre digo que em
Amelinha a cantora é só a ponta do iceberg. É um dos nomes mais iluminados que
já conheci. Ela estava a 10 anos sem gravar e você gravou com ela um belíssimo
disco, Janelas do Brasil, logo depois gravou o primeiro DVD da cantora
cearense. Como foi o seu encontro com ela?
Um
amigo meu filósofo, professor da UERJ, Marco Goulart, me falava muito dela, que
eu já conhecia dos discos e tal. Quando fiz um projeto sobre o centenário do
Ataulfo Alves a convidei para participar e logo ficamos amigos. Quando Zé Pedro
abriu a Joia Moderna, logo pensamos em fazer um disco com ela. O conceito do
disco foi todo idealizado por mim e Zé Pedro participou fortemente na escolha do
repertório.
Como você analisa a
gravadora do Zé Pedro, Joia Moderna, dentro do cenário de hoje da Música
Popular Brasileira?
Acho
importante porque deu espaço a tantas cantoras maravilhosas que estavam fora do
mercado fonográfico. Como Amelinha, Zezé Motta, Silvia Maria e outras.
Uma vez você comentou
que o disco mais difícil que fez foi o projeto do Taiguara, por que?
Porque
ninguém queria participar; as pessoas tem uma certa resistência com as canções
dele. É difícil...
Você já realizou
vários projetos com o Cauby Peixoto. Qual a importância desse nome para a nossa
música?
Ele
foi o maior cantor do Brasil. Fiz 2 DVD’s e estávamos caminhando para o décimo
CD dele. Num espaço de quase dez anos. Foi um record, Ele tinha mercado é um
público absurdo.
Nos seus discos você
gosta sempre de colocar nomes consagrados com novos talentos. O que você tem
como resultado nessa mistura?
Gosto
de mostrar o encontro de gerações. Agora mesmo estou fazendo pelo Brasil um
show de Angela Maria com Márcio Gomes, que é um cantor jovem do Rio de Janeiro
que é um verdadeiro fenômeno de público lá e canta um repertório de canções dos
anos de 1940, 1950 e 4960, que ninguém da geração dele faz.
Conta
para a gente sobre o selo "Nova Estação", Nos conte ainda de alguns
discos que já foram lançados pelo seu selo.
Abri
um selo para lançar minha produções, embora continuo trabalhando para outras
gravadoras. Lancei Angela e Cauby ("Reencontro") que ganhou vários
prêmios, o CD e o DVD da Maria Alcina em celebração aos 40 anos de carreira
dela, um CD de canções autorais da Alaíde Costa e outros trabalhos.
Quais de seus novos
projetos que estão chegando que você pode nos adiantar?
GANHADOR DO PRÊMIO DA MÚSICA
BRASILEIRA
Na mesma noite que ganhou na
categoria de Melhor Álbum em Língua Estrangeira, com "Cauby Sings Nat King
Cole", que produziu no ano passado, disse no facebook: “Cauby foi um
presente que a vida me deu profissional e afetivamente. Mesmo não estando entre
nós ele continua me dando alegrias, como está agora...”Realizado e feliz com o justo reconhecimento finalizou: “Esse prêmio é
meu, de Daniel Bondaczuk, Nancy Lara, e Ronaldo Rayol".
COPACABANA SE FEZ NO RECIFE
Aconteceu na última segunda-feira, 20, na livraria Saraiva no
Shipping RioMar o lançamento do livro “Welcome To Copacabana & outras Histórias”
do jornalista e escritor Edney Silvestre. O decadente bairro carioca mas ainda
charmoso cartão postal do Brasil para todo o mundo, no texto do autor se faz
interessante em sua essência. Com personagens de todas as tribos que formam o
universo que se tornou esse lugar. Senhoras solitárias, vizinhas inusitadas,
garotos de programa e até mesmo um robô são peças de um quebra-cabeça que tem
em sua montagem uma prazerosa leitura. Vidas interligadas por um único fio
condutor a glamorosa Copa.
Muitos foram os nomes dos jornalistas que fazem a notícia em Pernambuco
que foram prestigiar o querido colega. Entre eles Jô Mazzarolo, Francisco José
e Beatriz Castro, escritores como Raimundo Carrero, Sidney Rocha e Andrea Nunes
foram abraçar o amigo. O evento teve a cobertura da Rede Globo e dos fotografos Renato Neves e Thiago Medeiros.
Edney leu um pouco do livro nos deixando aquele gostinho de
quero mais. Conversou com a público, um papo descontraído e animado e depois
autografou para uma fila de sedentos leitores.
Nessa época junina em que o forró nos invade a alma, o blog
indica entre uma dança e outra a leitura de um dos contos. Para quem gosta da
boa literatura é uma dica certeira.
Fotos: internet







Ótimas fotos e registros, Cássio Cavalcanti. Parabéns pela cobertura do evento!
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