domingo, 15 de maio de 2016

ANTONIO GUERREIRO

A Fotografia acima de tudo

Por Cássio Cavalcante/ Fotos: internet

Desde muito cedo tem a foto como foco maior em sua trajetória. Não só fotografou as mais belas mulheres como foi casado com algumas delas. Fez capas de discos para os principais nomes de nossa MPB. Com sua arte ganhou o mundo. Enfim, para Antonio Guerreiro, fotografar é um ato natural como respirar.



O que a fotografia fez, faz e sempre fará por você?

A fotografia sempre foi a minha vida, desde garoto até os dias de hoje (68anos), comi, dormi, amei a fotografia acima de tudo, dediquei toda a minha vida a ela.

A fotografia digital tirou um pouco o glamour do mundo fotográfico?

Acredito que não, existia aquela coisa charmosa do laboratório, luz vermelha ou ocre, a palpitação se tinha dado certo, passei alguns anos fazendo isso, mas desde 1975 que nunca mais fiz laboratório, tinha que fotografar com a certeza do resultado, o laboratório era só um meio, como hoje é o computador.

Qual a fotografia que você gostaria de ter feito?

Postei no outro dia no Facebook uma foto da Elizabeth Taylor que adoraria ter feito, insiro ela aqui, primeiro pelo ineditismo da Taylor nua, segundo pela luz, e o mais importante, como eram lindos os corpos antes do advento dessa praga, o silicone.



"A foto que eu gostaria de ter feito, a de Elizabeth Taylor, infelizmente quem fez foi o Roddy McDowall, ator e fotógrafo, para ela dar de presente a Michael Todd com quem se casou aos 24 anos."

As capas dos discos de vinil eram memoráveis, você fez muitas, alguma predileta entre as suas capas de LP’s?

Acredito que tenha quase uma centena de capas de vinil, muitas da Gal desde Gal Índia, Tropical e outras, Simone, da Alcione muitas, Beth Carvalho, Baby Consuelo, Pepeu Gomes, A cor do Som, Jorge Ben, Taiguara, Gonzaguinha e por aí vai. A mais emblemática foi Gal Índia, que foi censurada pelo regime militar e aí foi vendida com um envelope preto em cima,  sempre gostei muito das da Baby, porque ela fazia junto comigo, madrugadas a dentro. Capa de vinil com o seu formato e tamanho nem se compara com as de CD, eram mil vezes mais charmosas.


“Fazendo a capa do disco de Ellis Regina, detalhe na camera, uma Mamiya formato 6x6 cm, tipo Rollei, mas trocava as lentes.”

Algum segredo para fotografar tão bem as mais belas mulheres nuas?

Primeiro amar as mulheres, segundo buscar sempre a beleza máxima de cada uma, nenhuma mulher gosta de se ver feia, sempre amei fotografia de sensualidade, nada erótico. A mulher é a mais linda coisa do mundo.

Desde do teu início na fotografia até hoje as mulheres mudaram em algum aspecto?

 Sim, como disse na foto da Taylor, conseguiram deformar os corpos femininos, com aplicações absurdas nos seios, na bunda, etc. Não acredito que um homem veja esse monte de músculos na cama e sinta algum tesão. E os corpos eram tão lindos.

Fotografar lá fora, como por exemplo na Europa tem muita diferença em fotografar no Brasil?

Trabalhei dois anos em Paris, fazendo moda para a Revista Manchete. Lá a concorrência de grandes fotógrafos é muito grande, acredito que a diferença seja principalmente no olhar classudo e chique dos europeus e das mídias para as quais trabalham.

Para terminar, um clássico, Antonio Guerreiro por Antonio Guerreiro.

Amanhã posso dizer ao príncipe do Mundo, ajoelha, senta-te e sorri, pois nós somos os senhores desse momento privilegiado que é bater uma foto e imortalizar alguém num pedaço de papel. Nessa hora tudo se passa na nossa cabeça, a fotografia é a arte de um ser solitário, por isso em vez de perguntas técnicas prefiro simplesmente quando alguém me diz: que foto maravilhosa!!!




Fotos de Antonio Guerreiro:











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