domingo, 13 de março de 2016

ZÉ PEDRO

Um Guardião de Nossa Música

Por Cássio Cavalcante/ Fotos: internet

Com seu comportamento irreverente é um dos nomes mais coerentes dentro do movimento da cena da Música Popular Brasileira. O selo que criou, Joia Moderna, já lançou discos de Fafá de Belém, Célia, Amelinha, Claudinha Telles. Zé Pedro é um porto seguro para nossa querida MPB.


Você iniciou sua carreira no “Resumo da ópera” no Rio de janeiro, por que a mudança para São Paulo?

Ricardo Amaral achou que seria interessante inaugurar o Resumo da Ópera de São Paulo comigo como DJ. Completamente apaixonado pela cidade nunca mais voltei. 

 Hoje como você analisa a sua participação no “Superpop” com Adriana Galisteu?

Há divergências (rsrs). Às vezes penso que foi  importante, às vezes acho que eu era uma espécie de Louro José da Ana Maria Braga. 

 O seu programa “Rebobina” no canal Viva está acontecendo dentro de suas expectativas?

Não havia nenhuma expectativa de minha parte. Já haviam se passado 12 anos desde minha última participação na TV e foi com surpresa que recebi o convite da diretora Tatiana Issa para fazer o programa que já está em sua segunda temporada.

 Como surgiu o selo Jóia Moderna dedicado as cantoras brasileiras? E qual o retorno desse projeto?

Cansado do descaso das grandes gravadoras com relação a alguns artistas e projetos, resolvi fazer justiça com as próprias mãos trazendo de volta cantoras que há muito tempo não gravavam e lançando tributos inusitados.

 E sobre seu livro “Meus discos e nada mais” pela editora Jabuticaba, aconteceu como você idealizou?

Devido ao meu lado de contador de histórias, vários amigos me cobravam um livro e decidi começar pelos discos que fizeram a minha cabeça nesses anos todos e que com certeza se confundem com a minha própria vida, já que a música é minha lembrança mais remota da infância. Aos sete anos já tinha meus primeiros LP's.

 Sobre os álbuns que você lançou: “Música para dançar”, “Quero dizer a que vim” e “essa moça tá diferente”, o que você tem a dizer?

Nos anos noventa os jovens que frequentavam as discotecas tinham muito preconceito com a música brasileira. Decidi então começar a produzir remixes de clássicos da MPB para "enganar" essa turma. A coisa ficou séria quando lancei esses três discos por ser um dos únicos DJ's a ter autorização dos artistas para lançar meus remixes de forma comercial. 

 E das suas participações nos álbuns de Marina Lima, Gal Costa, Fernanda Porto e Ana Carolina, o que você nos conta?

De fã absoluto aos poucos fui me transformando em amigo de muitas cantoras que passaram a me convidar para produzir remixes de suas canções 

Das novas ideias, os novos projetos, o que você pode nos adiantar?

 A joia moderna acaba de fazer 5 anos com 36 discos lançados, um orgulho para mim. Paralelo a isso criei o Canal da Véia no YouTube onde prossigo colocando esse meu lado histriônico e bem humorado que o público adora, pra fora. 






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