Um Guardião
de Nossa Música
Por Cássio
Cavalcante/ Fotos: internet
Com seu comportamento irreverente
é um dos nomes mais coerentes dentro do movimento da cena da Música Popular
Brasileira. O selo que criou, Joia Moderna, já lançou discos de Fafá de Belém,
Célia, Amelinha, Claudinha Telles. Zé
Pedro é um porto seguro para nossa querida MPB.
Ricardo Amaral achou que seria
interessante inaugurar o Resumo da Ópera de São Paulo comigo como DJ.
Completamente apaixonado pela cidade nunca mais voltei.
Hoje como você analisa a sua participação no “Superpop” com Adriana
Galisteu?
Há divergências (rsrs). Às vezes
penso que foi importante, às vezes acho que eu era uma espécie de Louro
José da Ana Maria Braga.
O seu programa “Rebobina” no canal Viva está acontecendo dentro de
suas expectativas?
Não havia nenhuma expectativa de
minha parte. Já haviam se passado 12 anos desde minha última participação na TV
e foi com surpresa que recebi o convite da diretora Tatiana Issa para fazer o
programa que já está em sua segunda temporada.
Como surgiu o selo Jóia Moderna dedicado as cantoras
brasileiras? E qual o retorno desse projeto?
Cansado do descaso das grandes
gravadoras com relação a alguns artistas e projetos, resolvi fazer justiça com
as próprias mãos trazendo de volta cantoras que há muito tempo não gravavam e
lançando tributos inusitados.
E sobre seu livro “Meus discos e nada mais” pela
editora Jabuticaba, aconteceu como você idealizou?
Devido ao meu lado de contador de
histórias, vários amigos me cobravam um livro e decidi começar pelos discos que
fizeram a minha cabeça nesses anos todos e que com certeza se confundem com a
minha própria vida, já que a música é minha lembrança mais remota da infância.
Aos sete anos já tinha meus primeiros LP's.
Sobre os álbuns que você lançou: “Música para dançar”, “Quero dizer a
que vim” e “essa moça tá diferente”, o que você tem a dizer?
Nos anos noventa os jovens que
frequentavam as discotecas tinham muito preconceito com a música brasileira.
Decidi então começar a produzir remixes de clássicos da MPB para "enganar"
essa turma. A coisa ficou séria quando lancei esses três discos por ser um dos
únicos DJ's a ter autorização dos artistas para lançar meus remixes de forma
comercial.
E das suas participações nos álbuns de Marina Lima, Gal Costa, Fernanda
Porto e Ana Carolina, o que você nos conta?
De fã absoluto aos poucos fui me
transformando em amigo de muitas cantoras que passaram a me convidar para
produzir remixes de suas canções
Das novas
ideias, os novos projetos, o que você pode nos adiantar?
A joia moderna acaba de
fazer 5 anos com 36 discos lançados, um orgulho para mim. Paralelo a isso criei
o Canal da Véia no YouTube onde prossigo colocando esse meu lado histriônico e
bem humorado que o público adora, pra fora.





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