Luz e paz em
um único ser
Por Cássio
Cavalcante/ fotos: internet
Com sua beleza, talento e
inteligência segue a vida respeitando o corpo e alma, acreditando que a poesia
nos torna seres melhores. A atriz e poeta Cláudia Alencar é uma mulher
de bem consigo mesma por isso a luz que irradia nos faz bem.
Que tipo de teatro
você gosta de fazer?
Adoro fazer os clássicos,
especialmente Shakespeare, Moliére e Ibsen. Mas uma boa comédia é deliciosa,
porque ouvir as risadas do público é saúde para todos.
A novela na
televisão é um dos principais instrumentos de divulgação do artista nacional.
Qual a sua análise deste veículo?
A televisão no planeta está
mudando com as séries e canais tipo Netflix. Haverá novos formatos que atendam
melhor o público e aos criadores. Estamos no momento crucial de transição. A
novela ainda tem grande audiência, mas nada comparável há 20 anos atrás quando
o ibope era 70% e chegava a 90%. Hoje o ibope é de 20%? O público emigrou para
outros canais. Mas sem dúvida nenhuma as novelas divulgam o ator nacional, mas
ator pode atuar em teatro, filmes, seriados, e Tv aberta, Estamos num momento
muito especial.
Você é uma
mulher bonita, sensual e talentosa. Acredito que realizada nos caminhos que
escolheu. Na sua história você passou pelo que pior a humanidade pode oferecer,
a tortura. O que é para um ser humano ser torturado?
Se sentir impotente. Frágil.
Arrasado. E conviver com as dores terríveis que jamais cessam. Se cessam as
feridas a dor delas na alma jamais cicatrizam.
Em tempos
tão caóticos nas relações e comunicações humanas, eu diria abissais. Qual a
importância da poesia para um mundo melhor?
A poesia poderia nos trazer o
divino para a terra, mas ninguém mais a lê. Os poetas estão minguando... Na
semana de arte moderna se respirava arte, nos tempos de Drummond e Vinícius o
povo se alegrava e se compreendia melhor, compreendia seus sentimentos amorosos
e anímicos através dos poetas que são os filósofos modernos. A poesia nos ajuda
a sermos melhores seres humanos. Hoje não vemos profundamente em quase nada.
Somos os últimos rebeldes.
O que te
inspira? O que te move como poeta?
Escrevo todos os dias... Como as
antigas mulheres faziam panos todos os dias... Quando tenho tempo, quando posso
me permitir relaxar e contemplar eu releio meus escritos e começo a recortá-los
como se fosse fazer um traje de gala. Fico imersa nessa onda poeta e até chego
a acordar de madrugada despertada pela poesia... É pura transição diária.
O teu
relacionamento com você mesma, com o teu corpo, que influencia tem nas artes
que você produz?
Meu corpo é sagrado. Cuido dele,
porque cuido da minha alma. Quero que ela esteja saudável, para poder me dar e
oferecer felicidade e arte. Minha alma é meu instrumento de trabalho que se
aloja do meu corpo. Ele apodrecerá, ela jamais!
A paixão e a razão em uma vida
são correntes paralelas ou distintas que seguem separadamente?
Este é o dilema do ser humano...
Não deixar que nenhuma seja a dona perene de nossos atos e pensamentos.
Aristóteles fala da "justa medida" que o ser humano deve ter ao
controlar essas duas rainhas de nosso ser. As duas devem reinar de mãos dadas,
nunca separadamente... Mas é sempre uma luta permanente para equilibra-las.
Autora de
quatro livros de poesia e dois de pesquisa. Como você vê o futuro do livro
físico, impresso no papel?
Sabe por que acredito neles?
Porque as luzes do I PADS, I PUDS, AIS TUDO são fortes para nossos olhos
ancestrais.
www.robsonsampaio.com.br





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