A
Sétima arte tomando conta de uma vida
Por
Cássio Cavalcante/ Fotos: internet
Um dia sonhou fazer
cinema, hoje um consagrado cineasta em todo o mundo. Um nome importante no
cenário cultural de nosso país uma opinião respeitada. “Xica da Silva”, “Bye
Bye Brasil”, “Deus é brasileiro”, são alguns de seus grandes sucessos. Cacá Diegues domina a arte que escolheu
fazer e vem aí com “O grande circo místico”.
Qual
o legado que o “Cinema Novo”, deixou para os cineastas de nosso Brasil?
A noção de que nosso tema
original e fundador é o próprio Brasil, e a liberdade de se expressar como
melhor entender.
Em
que momento de sua vida você se descobriu um cineasta?
Sempre amei o cinema, mas
só compreendi que poderia ser um cineasta quando, por volta dos 17 anos de
idade, comecei a encontrar outros jovens com o mesmo sonho que eu. Era o
embrião do que foi conhecido depois como Cinema Novo.
Em
1962, no CPC, você dirigiu seu primeiro filme profissional, em 35mm, Escola
de Samba Alegria de Viver, episódio do longa-metragem Cinco Vezes Favela (os demais episódios são dirigidos
por Joaquim Pedro de Andrade, Leon Hirszman, Marcos Farias e Miguel Borges). Na
época você imaginava como seria o cinema aqui no seu país nos dias de hoje?
Não. Eu não imaginava nem
como seria o próprio país hoje. Mas é claro que nós tínhamos um projeto e, ao
longo do tempo, tivemos que modifica-lo com realismo.
O
que você guardou da homenagem que recebeu na Flimar, Festa Literária de
Marechal Deodoro em Alagoas?
A melhor coisa do mundo é
voltar para casa e ser bem recebido. Foi isso que eu senti, tive a impressão de
que passei minha vida toda fazendo coisas para honrar meus amigos de infância.
“Bye
Bye Brasil”, “Xica da Silva”, “Quilombo”, “Orfeu”, Deus é Brasileiro”, entre
outros. Diante de tantos filhos, existe algum predileto?
Não, quando você tem
muitos filhos não é justo escolher um preferido. Ou por outra, o predileto é
sempre o próximo, o que ainda não nasceu.
O
Diário de Deus é Brasileiro, Vida de Cinema, dois livros escritos por você.
Duas leituras c. Vem mais algum por aí?
Quero muito me dedicar
também à literatura, sem abandonar o cinema. Mas no momento estou concentrado
no “Grande Circo Místico”, não tenho como pensar em outra coisa.
Monah
André Diegues, Mateo André Diegues, José Pedro Diegues Bial. Como é o Cacá
Diegues avô?
Ser avô é a melhor coisa
do mundo, sobretudo quando tem netos maravilhosos como os meus. Desde que eles
são pequenos, com os netos o avô tem apenas o bônus e nenhum ônus. Eu adoro
deseducar meus netos, acho que é esse o meu papel “revolucionário” com eles.
Flora
Diegues deu um show na memorável novela “Além do Tempo”, Está no Filme “O
Grande Circo Místico”. Como você definiria esta atriz?
O
que você deseja fazer em cinema que ainda não fez?
Não sei, o tempo é que
vai me dizer.


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