sexta-feira, 19 de fevereiro de 2016

CACÁ DIEGUES

A Sétima arte tomando conta de uma vida

Por Cássio Cavalcante/ Fotos: internet

Um dia sonhou fazer cinema, hoje um consagrado cineasta em todo o mundo. Um nome importante no cenário cultural de nosso país uma opinião respeitada. “Xica da Silva”, “Bye Bye Brasil”, “Deus é brasileiro”, são alguns de seus grandes sucessos. Cacá Diegues domina a arte que escolheu fazer e vem aí com “O grande circo místico”.


Qual o legado que o “Cinema Novo”, deixou para os cineastas de nosso Brasil?

A noção de que nosso tema original e fundador é o próprio Brasil, e a liberdade de se expressar como melhor entender.

Em que momento de sua vida você se descobriu um cineasta?

Sempre amei o cinema, mas só compreendi que poderia ser um cineasta quando, por volta dos 17 anos de idade, comecei a encontrar outros jovens com o mesmo sonho que eu. Era o embrião do que foi conhecido depois como Cinema Novo.

Em 1962, no CPC, você dirigiu seu primeiro filme profissional, em 35mm, Escola de Samba Alegria de Viver, episódio do longa-metragem Cinco Vezes Favela (os demais episódios são dirigidos por Joaquim Pedro de Andrade, Leon Hirszman, Marcos Farias e Miguel Borges). Na época você imaginava como seria o cinema aqui no seu país nos dias de hoje?

Não. Eu não imaginava nem como seria o próprio país hoje. Mas é claro que nós tínhamos um projeto e, ao longo do tempo, tivemos que modifica-lo com realismo.
O que você guardou da homenagem que recebeu na Flimar, Festa Literária de Marechal Deodoro em Alagoas?

A melhor coisa do mundo é voltar para casa e ser bem recebido. Foi isso que eu senti, tive a impressão de que passei minha vida toda fazendo coisas para honrar meus amigos de infância.

“Bye Bye Brasil”, “Xica da Silva”, “Quilombo”, “Orfeu”, Deus é Brasileiro”, entre outros. Diante de tantos filhos, existe algum predileto?

Não, quando você tem muitos filhos não é justo escolher um preferido. Ou por outra, o predileto é sempre o próximo, o que ainda não nasceu.

O Diário de Deus é Brasileiro, Vida de Cinema, dois livros escritos por você. Duas leituras c. Vem mais algum por aí?

Quero muito me dedicar também à literatura, sem abandonar o cinema. Mas no momento estou concentrado no “Grande Circo Místico”, não tenho como pensar em outra coisa.

Monah André Diegues, Mateo André Diegues, José Pedro Diegues Bial. Como é o Cacá Diegues avô?

Ser avô é a melhor coisa do mundo, sobretudo quando tem netos maravilhosos como os meus. Desde que eles são pequenos, com os netos o avô tem apenas o bônus e nenhum ônus. Eu adoro deseducar meus netos, acho que é esse o meu papel “revolucionário” com eles.

Flora Diegues deu um show na memorável novela “Além do Tempo”, Está no Filme “O Grande Circo Místico”. Como você definiria esta atriz?

Ela é uma menina linda e uma atriz muito talentosa. Seu futuro como atriz é solar.

O que você deseja fazer em cinema que ainda não fez?

Não sei, o tempo é que vai me dizer.




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