Porque
contar nossa história é preciso
Por
Cássio Cavalcante/ Fotos: internet
Com 45 livros publicados
nos conta nossas sagas numa narrativa que envolve e empolga na descoberta de
quem somos. Mary Del Priore conduz ao passado para a descoberta do presente.
Foi
difícil a decisão de deixar a carreira de professora universitária para se
dedicar a jornada de escritora?
Não, quando deixei a
carreira acadêmica o fiz pois achava que tinha pouco a oferecer em sala de aula
e muito mais a pesquisar e escrever para o grande público. Foi uma atitude
pensada e que só me traz alegrias.
Por
que contar a história?
Porque se não soubermos
quem fomos, jamais saberemos quem somos.
Sendo
uma premiada autora, como esses reconhecimentos refletem em seu processo
literário?
Permitindo-me viver
momentos de partilha, de troca e de transmissão com meus leitores e
companheiros de jornada. São aliás tais momentos que me inspiram para novos
livros.
Qual
a importância do nordeste brasileiro na história de nosso país?
O grande Clarival do
Prado Valladares decretou faz tempo: o Brasil nasce no Nordeste. É fato. Além
do que, nasce no Nordeste o maior escritor e historiador brasileiro: Gilberto
Freyre. Autor de uma obra de talento, ele tem o maior de todos: inspirar outros
talentos.
De
todas as personagens de nossa história qual a que mais lhe fascina?
Aquele sobre o qual vou
escrever ou biografar proximamente.
O
acontecimento íntimo tem forte importância na formação histórica de toda a
humanidade. Como foi essa influência aqui no Brasil?
A noção de intimidade vai
ter a sua singularidade entre nós. Ela foi construída na contramão da
precariedade e da pobreza em que viveram nossos antepassados. Marcada pela
presença da escravidão, da carência de saneamento, educação, água e saúde,
apenas em meados do século XIX e nos grandes centros, os brasileiros terão
oportunidade de ter um cotidiano minimamente semelhante ao das capitais
européias. Meu próximo livro, a ser lançado em abril, trata do assunto com
detalhes (História da Gente Brasileira – editora Leya).
Como foi a tua infância? Essa paixão pela
história já te visitava nessa época tão importante na formação de todos nós?
Uma infância entre
livros. Eles sempre foram os meus melhores amigos, uma porta aberta para outros
mundos, uma passagem para o universo ilimitado da imaginação.
Como historiadora você acompanha o Brasil
ao longo de toda a sua história. Você acredita ainda em nossa nação como
promissora? O nosso país terá um futuro glorioso?





Nenhum comentário:
Postar um comentário