sexta-feira, 19 de fevereiro de 2016

SYLVIA BANDEIRA

Beleza e talento se fazendo em um só ser

Por Cássio Cavalcante/ Fotos: internet


Do teatro, televisão e cinema, premiada, se realiza a casa desafio em sua profissão. Encontra no público o reconhecimento de seu trabalho. Sylvia Bandeira é uma linda mulher e uma de nossas melhores atrizes.

Nascida em Genebra, filha de Diplomata, como foram os primeiros anos de sua vida?

Muito agitados, passei os primeiros 18 anos de minha vida vivendo em vários países, aprendendo diferentes culturas e idiomas. Foi uma experiência muito enriquecedora sob vários aspectos, mas morria de saudades da minha terra, da família, do feijão preto, da musica...

Seu inicio foi como modelo, fez parte do cast da Shoot a primeira agencia profissional de modelos no Brasil. O que você guardou com carinho desta época de sua vida?

Naquele tempo eu era muito fotografada, saía em diversas capas de revista, era convidada para inúmeras matérias de moda e desfiles. Então foi excelente quando apareceu a Shoot e passei a ser remunerada por algo que fazia de jeito aleatório.

Foram muitas as novelas que fez: “Um sonho a mais”, “Roda de Fogo”, “Vila Madalena”, “Suave veneno”, na rede Globo, e “Promessas de amor”, “Balacobaco” entre outras na Record. Qual sua maior realização como atriz?

O ator se realiza a cada novo trabalho, a cada personagem, a cada desafio. Claro que existem trabalhos mais estimulantes, mas na hora do “ gravando” no caso da tv sou sempre transportada para aquele momento, aquela “persona”.

Nos conte de sua experiência de ser dirigida por Bibi Ferreira nas peças “Calunia” e “Não explica que complica”.

Fui dirigida três vezes por ela, em 2005 ela também me dirigiu no musical Rádio Nacional que ficou mais de um ano em cartaz, com texto de Fátima Valença. Aprendi muito da arte de representar com minha mestra Bibi Ferreira. Pisar num palco para ela é quase sagrado. E ela sabe tudo de teatro, um monstro sagrado!

No teatro você vive os dois lados, o de atriz e o de produtora. Como é fazer produção aqui no Brasil?

Sempre complicado, mas tenho excelentes profissionais, além de meu marido para me ajudarem. Até porque prefiro sempre focar no lado artístico.

“A república dos assassinos”, “Bar esperança”, “Apolônio Brasil – O capitão da alegria”, filmes que você fez. Como é a sua relação com a sétima arte?

Magia pura, cinema é uma dimensão imensa. Imaginar aquela tela imensa no escurinho de uma sala cheia de espectadores, embarcando na fantasia de uma história contada, é muito especial e exerce fascínio sobre as pessoas até hoje. Amo cinema.

Você recebeu o prêmio Heloneida Atudart - ALERJ de "Melhor Atriz" no Rio de Janeiro  em 2011 pelo seu trabalho na peça Marlene Dietrich As pernas do século Marlene Dietrich As pernas do século. Indicação ao prêmio Shell de "Melhor Atriz" em 2011 pela mesma peça. Como analisa esse trabalho na sua carreira?

Marlene Dietrich foi um marco na minha trajetória como atriz, foi a possibilidade de mostrar várias facetas, cantei em quatro idiomas pela primeira vez. O espetáculo já viajou por várias praças, esteve em são Paulo e duas vezes no Rio. E estamos pensando em voltar. Foi sem dúvida, meu trabalho mais maduro. Como disse Bibi quando veio nos assistir “ o espetáculo é irretocável, e você Sylvia, está soberba, não há elogio maior.”

Qual a importância dos prêmios na jornada e um artista?


O público é sempre o abalizador do nosso trabalho, são eles que nos aplaudem e nos prestigiam. Prêmios são a cereja do bolo! O prêmio reconhece e coroa, e isso é uma delícia!


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