Beleza
e talento se fazendo em um só ser
Por
Cássio Cavalcante/ Fotos: internet
Do teatro, televisão e
cinema, premiada, se realiza a casa desafio em sua profissão. Encontra no
público o reconhecimento de seu trabalho. Sylvia
Bandeira é uma linda mulher e uma de nossas melhores atrizes.
Nascida
em Genebra, filha de Diplomata, como foram os primeiros anos de sua vida?
Muito agitados, passei os
primeiros 18 anos de minha vida vivendo em vários países, aprendendo diferentes
culturas e idiomas. Foi uma experiência muito enriquecedora sob vários
aspectos, mas morria de saudades da minha terra, da família, do feijão preto,
da musica...
Seu
inicio foi como modelo, fez parte do cast
da Shoot a primeira agencia profissional
de modelos no Brasil. O que você guardou com carinho desta época de sua vida?
Naquele tempo eu era
muito fotografada, saía em diversas capas de revista, era convidada para
inúmeras matérias de moda e desfiles. Então foi excelente quando apareceu a
Shoot e passei a ser remunerada por algo que fazia de jeito aleatório.
Foram
muitas as novelas que fez: “Um sonho a mais”, “Roda de Fogo”, “Vila Madalena”,
“Suave veneno”, na rede Globo, e “Promessas de amor”, “Balacobaco” entre outras
na Record. Qual sua maior realização como atriz?
O ator se realiza a cada
novo trabalho, a cada personagem, a cada desafio. Claro que existem trabalhos
mais estimulantes, mas na hora do “ gravando” no caso da tv sou sempre
transportada para aquele momento, aquela “persona”.
Nos
conte de sua experiência de ser dirigida por Bibi Ferreira nas peças “Calunia”
e “Não explica que complica”.
Fui dirigida três vezes
por ela, em 2005 ela também me dirigiu no musical Rádio Nacional que ficou mais
de um ano em cartaz, com texto de Fátima Valença. Aprendi muito da arte de
representar com minha mestra Bibi Ferreira. Pisar num palco para ela é quase
sagrado. E ela sabe tudo de teatro, um monstro sagrado!
No
teatro você vive os dois lados, o de atriz e o de produtora. Como é fazer produção
aqui no Brasil?
Sempre complicado, mas
tenho excelentes profissionais, além de meu marido para me ajudarem. Até porque
prefiro sempre focar no lado artístico.
“A
república dos assassinos”, “Bar esperança”, “Apolônio Brasil – O capitão da
alegria”, filmes que você fez. Como é a sua relação com a sétima arte?
Magia pura, cinema é uma
dimensão imensa. Imaginar aquela tela imensa no escurinho de uma sala cheia de
espectadores, embarcando na fantasia de uma história contada, é muito especial
e exerce fascínio sobre as pessoas até hoje. Amo cinema.
Você
recebeu o prêmio Heloneida Atudart - ALERJ de "Melhor Atriz" no
Rio de Janeiro em 2011 pelo seu trabalho na peça Marlene
Dietrich As pernas do século Marlene Dietrich As pernas do século.
Indicação ao prêmio Shell de "Melhor Atriz" em 2011 pela
mesma peça. Como analisa esse trabalho na sua carreira?
Marlene Dietrich foi um
marco na minha trajetória como atriz, foi a possibilidade de mostrar várias
facetas, cantei em quatro idiomas pela primeira vez. O espetáculo já viajou por
várias praças, esteve em são Paulo e duas vezes no Rio. E estamos pensando em
voltar. Foi sem dúvida, meu trabalho mais maduro. Como disse Bibi quando veio
nos assistir “ o espetáculo é irretocável, e você Sylvia, está soberba, não há
elogio maior.”
Qual
a importância dos prêmios na jornada e um artista?
O público é sempre o
abalizador do nosso trabalho, são eles que nos aplaudem e nos prestigiam.
Prêmios são a cereja do bolo! O prêmio reconhece e coroa, e isso é uma delícia!


Nenhum comentário:
Postar um comentário