Nossa
música analisada com seriedade
Por
Cássio Cavalcante/ Fotos: internet
Com um jornalismo
coerente vai mapeando e nos norteando no vasto oceano que é nossa querida
música popular brasileira. Mauro Ferreira desenvolve com competência a
profissão que abraçou.
A
internet vem crescendo a cada dia e abraçando todas as outras mídias. Como você enxerga o futuro do jornal impresso?
O jornal impresso vai precisar se tornar cada
vez mais analítico para enfrentar a concorrência com a web. Ele terá que
oferecer ao leitor algo além do que já foi lido na web no dia anterior.
Qual
o seu prazer com sua coluna no jornal O Dia?
É o prazer de apontar e avaliar semanalmente
os produtos de maior relevância lançados pela indústria fonográfica brasileira.
A coluna existe desde novembro de 1998.
A
música popular brasileira, pela ausência de canções de qualidade em nossas
rádios enfrenta um período de turbulência?
Essa questão de qualidade é relativa. O que
para uns é música boa, para outros é um lixo. E vice-versa. Com as novas mídias,
cada artista deve buscar atingir o seu público, o seu nicho.
Sua
crítica da música chega ao teatro. Como você analisa nosso teatro hoje?
O
teatro musical vive fase áurea no Brasil. Nunca se produziu tanto musical no
país. E com sucesso de público. A tendência é que os musicais biográficos dêem
progressivamente lugar a espetáculos de trilha sonora original, com enredo
inédito.
Seu livro
Cantadas foi muito bem aceito, um sucesso, vem mais algum por aí?
Por ora, não.
Suas
expectativas acontecem em relação aos seus textos na revista Rolling Stone?
Tem sido um prazer e um orgulho escrever
mensalmente na Rolling Stone do Brasil desde 2007. A marca da
revista é muito forte.
Você
arriscaria em formar um time de onze cantoras que hoje fazem a MPB?
Não, acho que vivemos uma cena plural.
Centenas de cantoras fazem a música do Brasil por todo o país.
A vontade de expressar minha opinião sincera
sobre discos e shows. E a certeza de que essa opinião reverbera entre artistas,
leitores, produtores e empresários.


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