sexta-feira, 19 de fevereiro de 2016

MAURO FERREIRA

Nossa música analisada com seriedade

Por Cássio Cavalcante/ Fotos: internet

Com um jornalismo coerente vai mapeando e nos norteando no vasto oceano que é nossa querida música popular brasileira. Mauro Ferreira desenvolve com competência a profissão que abraçou.


A internet vem crescendo a cada dia e abraçando todas as outras mídias. Como você enxerga o futuro do jornal impresso?

O jornal impresso vai precisar se tornar cada vez mais analítico para enfrentar a concorrência com a web. Ele terá que oferecer ao leitor algo além do que já foi lido na web no dia anterior.

 Qual o seu prazer com sua coluna no jornal O Dia?

É o prazer de apontar e avaliar semanalmente os produtos de maior relevância lançados pela indústria fonográfica brasileira. A coluna existe desde novembro de 1998.

 A música popular brasileira, pela ausência de canções de qualidade em nossas rádios enfrenta um período de turbulência?

Essa questão de qualidade é relativa. O que para uns é música boa, para outros é um lixo. E vice-versa. Com as novas mídias, cada artista deve buscar atingir o seu público, o seu nicho.

Sua crítica da música chega ao teatro. Como você analisa nosso teatro hoje?

O teatro musical vive fase áurea no Brasil. Nunca se produziu tanto musical no país. E com sucesso de público. A tendência é que os musicais biográficos dêem progressivamente lugar a espetáculos de trilha sonora original, com enredo inédito.

Seu  livro Cantadas foi muito bem aceito, um sucesso, vem mais algum por aí?

Por ora, não.

Suas expectativas acontecem em relação aos seus textos na revista Rolling Stone?

Tem sido um prazer e um orgulho escrever mensalmente na Rolling Stone do Brasil desde 2007.  A marca da revista é muito forte.

Você arriscaria em formar um time de onze cantoras que hoje fazem a MPB?

Não, acho que vivemos uma cena plural. Centenas de cantoras fazem a música do Brasil por todo o país.

O que te move como jornalista?

A vontade de expressar minha opinião sincera sobre discos e shows. E a certeza de que essa opinião reverbera entre artistas, leitores, produtores e empresários.


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