quinta-feira, 18 de fevereiro de 2016

CLAUDINHA TELLES

Com o sorriso franco como sua marca registrada

Por Cássio Cavalcante/ Fotos: internet

Bela como o Rio de Janeiro, criada na zona sul da cidade maravilhosa, dona de uma voz gostosa, de um repertório de fazer inveja, É clara em suas idéias. Sua mãe afirmou que ela seria cantora pois chorava em lá menor e não desafinava. A previsão se realizou. Estamos falando de Claudia Telles.



Silvinha Telles, nome importante de nossa música, foi a primeira cantora consagrada a apoiar a Bossa Nova. Sua mãe teve influencias em você se decidir como cantora?

- Minha mãe não teve influência na minha escolha como cantora, ela aconteceu naturalmente, embora sempre cantasse com minha mãe e frequentasse programas de tv. Sempre gostei de cantar e tocar violão, que ela me ensinou, fazia isso com as amigas e no colégio.Fiquei longe do meio muito tempo até que fui estudar num colégio onde a Marizinha do Trio Esperança estudava também, ficamos amigas, comecei a trabalhar com eles fazendo coro para outros artistas e acabei sendo chamada para gravar sozinha.

O sucesso tem um preço?

- O sucesso tem a parte gostosa do reconhecimento do nosso trabalho com o carinho dos fãs e da mídia, e o seu preço é conseguir se manter nele, o que hoje em dia é cada vez mais difícil.

Filha da cantora Sylvia Telles e do violonista Candinho e sobrinha do compositor e cantor Mário Telles. Como foi ser criança neste rico universo musical?

- Para mim era uma coisa normal, minha avó materna tocava acordeon, meu avô paterno também, assim como a minha mãe, meu avô materno adorava ópera e no colégio eu estudava piano, então, na minha casa a música fazia parte do nosso dia a dia.

Tudo começou por volta de1972, fazendo coro em gravações de artistas como Roberto Carlos, Gilberto Gil, Jerry Adriani, Jorge Ben, Belchior, Simone, Rita Lee e Fafá de Belém. Participou de shows e gravações do Trio Esperança. Foi crooner do conjunto de Chiquinho do Acordeon. Já em 1976, vendeu mais de 500.000 cópias, do compacto com a música Fim de tarde, ganhando disco de ouro. Se tivesse que começar hoje, faria tudo igual?

- Acredito que hoje seria muito diferente, até porque a profissão de vocalista de estúdio praticamente já não existe, sinceramente não sei como começaria hoje em dia.

A Bossa Nova é um dos maiores cartões de visita do Brasil no mundo inteiro. Você gravou o belíssimo disco: Tributo a Tom Jobim, um dos meus prediletos. Qual o legado que Tom deixou para nossa querida música popular brasileira?

- Tom deixou um bom gosto musical imenso, com melodias e arranjos lindos, letristas parceiros maravilhosos, deixou muitas canções, que por mais que a gente conheça as músicas do Tom não conhecemos tudo. Ele tem um lado do samba canção que eu gosto muito e que minha mãe gravou.

Eu Preciso te Esquecer outro grande sucesso seu, até hoje se mantém tocando em rádios, a sua gravação e na de nomes como Maurício Mattar, Marina Elali e recentemente do Sampa Crew. Como você analisa a permanência desta música no gosto brasileiro?

- As músicas quando fazem sucesso marcam uma geração e Fim de tarde e Eu preciso te esquecer marcaram, músicas simples, com letras apaixonadas que acalentaram muitas pessoas e continuam acalentando até hoje.

Zé Pedro, DJ, é um nome forte na valorização e no resgate de nossa MPB. Como fouiseu trabalho com ele, no disco Claudia Telles – Primeiros anos – 1976 – 1979, na gravadora Joia Moderna?

- Eu mandei pra ele fotos de carreira, falei das músicas que eu gostava e que não haviam tocado como Fim de tarde e Eu preciso te esquecer, ele escolheu as que ele gostava também, assim como o Thiago Marques que ajudou na compilação do CD. Falei um pouquinho sobre cada canção e porque ela foi escolhida, foi muito bom.

Como voce lida com o que toca hoje na maioria das rádios brasileiras?


- A gente acaba correndo para as rádios mais tradicionais e que tocam mpb, fico triste com tantas músicas de duplo sentido que não acrescentam nada, mas, cada tempo é seu tempo e elas estão no tempo delas.


Nenhum comentário:

Postar um comentário