Uma Atriz que Considera
sua Profissão uma Missão
Tendo a música como seu
berço artístico, considera que cada personagem interpretado deixa algo para o
ator, e que atuar em seu “ninho”, Minas, é sempre uma responsabilidade maior.
De bem com a vida e dona de uma simpatia única Thais Garayp.
Sem demagogia, todos.
Cada personagem que a gente vivencia deixa alguma coisa de si na gente, assim
como emprestamos muito de nós ao personagem. E essa troca é muito rica e nos
torna seres humanos melhores. A Terê Tenório me marcou muito porque era um
personagem muito cheio de facetas e muito rico em personalidade. A Anapurna de
Caminho das Índias me permitiu conhecer muito mais sobre o universo de outra
cultura, no caso os indianos.
O
que é ser uma atriz?
Você disse certo “ser
atriz” porque acho que a pessoa não “vira” atriz. Ela revela essa vocação ou
não, se a vida lhe permitir. Um artista nasce artista. Acredito que todos nós
temos alguma Arte em nós, é só deixar fluir. Ser ator é uma missão nobre, é ter
a sensibilidade e a capacidade de observação do mundo, à flor da pele, e a
responsabilidade de transformar isso numa missão que procura melhorar os seres
humanos e transformar o mundo num espaço mais justo e confortável para todos
conviverem. Sem esquecer, é claro, que não somos “deuses” e sim operários como
qualquer outro profissional.
Depois
de percorrer todo o Brasil com a peça “Açai e dedos”, você se apresentou em Minas
Gerais. Em você existe alguma diferença em atuar em Minas, sua terra, e no
resto do Brasil?
Sim, na minha terra
parece que a responsabilidade é maior porque quando voce sai do seu “ninho”
cria uma expectativa maior em quem ficou.
No
cinema você já fez longas, como o filme “O Circo das Qualidades Humanas”, mas
também fez vários curtas. Os curtas são devidamente reconhecidos de acordo com
seus valores?
Fiz também os longas
”Mulheres do Brasil” de Malu de Martino, e “Trinta” de Paulo Machline a estrear
em 2014. Considero que tenho muito pouca experiência em cinema para poder
opinar. Só sinto que as oportunidades não são as mesmas para todos. A escolha
de elenco, talvez por uma questão mercadológica, acaba ficando sempre dentro de
um pequeno círculo de mesmos atores sempre.
Você
é atriz e cantora, fez musicais aqui e lá fora, como e a tua relação com a
música?
A Música é o meu berço
artístico. Através dela conheci o mundo e outras culturas, até ser conduzida
por ela ao Teatro e o Teatro, posteriormente, à Televisão. Eu não consigo
imaginar o mundo sem música eu não vivo sem. Quando por exemplo não tenho onde
cantar, canto sozinha em casa e é muito terapeutico (risos). A música é tudo na
minha vida!!!!!!
Com
sua música, você conheceu muitos países. Com toda essa vivencia, como você
analisa o lugar da mulher no mundo de hoje?
A muher, graças a Deus,
hoje ocupa um espaço bem maior no mundo. E isso é muito bom porque o caminho
perfeito é o do equilíbrio e não o da disputa. Mas ainda temos um longo caminho
a percorrer.
Na
novela “Sangue Bom”, qual as suas considerações referentes a novela e a sua
personagem?
Bem na minha terra Belo
Horizonte a novela foi um sucesso principalmente com os jovens. Acho que com tantos protagonistas jovens ne?
E também o horário favoreceu. Quanto ao meu personagem, bem, eu sabia que seria
um papel menor, mas a gente sempre espera ter uma chancezinha de crescer um
pouquinho que foi o que sempre aconteceu comigo até então. Nesses 10 anos que
tenho a honra e a alegria de poder participar das maravilhosas obras da Globo.
Mas tive a oportunidade de renovar a parceria carinhosa e generosa da Leticia
Sabatella de quem já fui mãe em Desejo Proibido e conhecer dois atores com quem
convivi mais nas gravações o finissimo e disciplinado Jaime Matarazzo e o
competente e engraçado Bruno Garcia. Sem contar que pude, mais uma vez, ainda
que à distância, estar sob a batuta do querido Dennis Carvalho. Não poderia
nunca deixar de agradecer ao produtor de elenco André Reis que nunca se esquece
de me dar uma oportunidade.


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