sexta-feira, 19 de fevereiro de 2016

THAIS GARAYP

Uma Atriz que Considera sua Profissão uma Missão

Por Cássio Cavalcante/ Fotos internet

Tendo a música como seu berço artístico, considera que cada personagem interpretado deixa algo para o ator, e que atuar em seu “ninho”, Minas, é sempre uma responsabilidade maior. De bem com a vida e dona de uma simpatia única Thais Garayp.


A primeira novela que você fez foi “Celebridades”, depois fez várias “Como uma Onda”, “Araguaia”, em todos esses trabalhos tem algum que lhe marcou em especial?

Sem demagogia, todos. Cada personagem que a gente vivencia deixa alguma coisa de si na gente, assim como emprestamos muito de nós ao personagem. E essa troca é muito rica e nos torna seres humanos melhores. A Terê Tenório me marcou muito porque era um personagem muito cheio de facetas e muito rico em personalidade. A Anapurna de Caminho das Índias me permitiu conhecer muito mais sobre o universo de outra cultura, no caso os indianos.

O que é ser uma atriz?

Você disse certo “ser atriz” porque acho que a pessoa não “vira” atriz. Ela revela essa vocação ou não, se a vida lhe permitir. Um artista nasce artista. Acredito que todos nós temos alguma Arte em nós, é só deixar fluir. Ser ator é uma missão nobre, é ter a sensibilidade e a capacidade de observação do mundo, à flor da pele, e a responsabilidade de transformar isso numa missão que procura melhorar os seres humanos e transformar o mundo num espaço mais justo e confortável para todos conviverem. Sem esquecer, é claro, que não somos “deuses” e sim operários como qualquer outro profissional.

Depois de percorrer todo o Brasil com a peça “Açai e dedos”, você se apresentou em Minas Gerais. Em você existe alguma diferença em atuar em Minas, sua terra, e no resto do Brasil?

Sim, na minha terra parece que a responsabilidade é maior porque quando voce sai do seu “ninho” cria uma expectativa maior em quem ficou.

No cinema você já fez longas, como o filme “O Circo das Qualidades Humanas”, mas também fez vários curtas. Os curtas são devidamente reconhecidos de acordo com seus valores?

Fiz também os longas ”Mulheres do Brasil” de Malu de Martino, e “Trinta” de Paulo Machline a estrear em 2014. Considero que tenho muito pouca experiência em cinema para poder opinar. Só sinto que as oportunidades não são as mesmas para todos. A escolha de elenco, talvez por uma questão mercadológica, acaba ficando sempre dentro de um pequeno círculo de mesmos atores sempre.

Você é atriz e cantora, fez musicais aqui e lá fora, como e a tua relação com a música?

A Música é o meu berço artístico. Através dela conheci o mundo e outras culturas, até ser conduzida por ela ao Teatro e o Teatro, posteriormente, à Televisão. Eu não consigo imaginar o mundo sem música eu não vivo sem. Quando por exemplo não tenho onde cantar, canto sozinha em casa e é muito terapeutico (risos). A música é tudo na minha vida!!!!!!

Com sua música, você conheceu muitos países. Com toda essa vivencia, como você analisa o lugar da mulher no mundo de hoje?

A muher, graças a Deus, hoje ocupa um espaço bem maior no mundo. E isso é muito bom porque o caminho perfeito é o do equilíbrio e não o da disputa. Mas ainda temos um longo caminho a percorrer.

Na novela “Sangue Bom”, qual as suas considerações referentes a novela e a sua personagem?


Bem na minha terra Belo Horizonte a novela foi um sucesso principalmente com os jovens.  Acho que com tantos protagonistas jovens ne? E também o horário favoreceu. Quanto ao meu personagem, bem, eu sabia que seria um papel menor, mas a gente sempre espera ter uma chancezinha de crescer um pouquinho que foi o que sempre aconteceu comigo até então. Nesses 10 anos que tenho a honra e a alegria de poder participar das maravilhosas obras da Globo. Mas tive a oportunidade de renovar a parceria carinhosa e generosa da Leticia Sabatella de quem já fui mãe em Desejo Proibido e conhecer dois atores com quem convivi mais nas gravações o finissimo e disciplinado Jaime Matarazzo e o competente e engraçado Bruno Garcia. Sem contar que pude, mais uma vez, ainda que à distância, estar sob a batuta do querido Dennis Carvalho. Não poderia nunca deixar de agradecer ao produtor de elenco André Reis que nunca se esquece de me dar uma oportunidade.


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