sexta-feira, 19 de fevereiro de 2016

LEDA NAGLE

Quando a competência e a simpatia nos chega todas as tardes

Por Cássio Cavalcante/ Fotos: internet

Com um charme único a sua história se confunde com a dos telejornais de nossa televisão. Com uma audiência consagrada nos quatro cantos do Brasil. Assistir Leda Nagle nos faz bem com certeza.


Suas entrevistas no telejornal Hoje da rede Globo estão em nossa memória. Qual a fórmula de uma boa entrevista?

Gostar de ouvir histórias. Ter interesse nas pessoas. Deixar o entrevistado falar.

O que ainda existe em você da moça mineira recém formada de Juiz de Fora que chegou no Rio de Janeiro?

O jeito e o gesto. A “mineirice” e o “mineirismo”.  A Rachel Jardim, escritora nascida lá em Juiz de Fora, de onde eu também venho, escreveu certa vez “não se é mineiro impunemente nem se recupera nunca de ter sido”. Eu concordo orgulhosamente com ela. Trago o jeito de ser, algumas palavras que falo no dia a dia e muitos dos gestos de quem nasceu entre montanhas.

O que você guardou de suas passagens pela extinta Rede Manchete e no SBT Rio no programa Agenda?

Foram experiências tão válidas quanto a da Tv Globo. Eu gosto de trabalhar, gosto de desafios e tenho realmente muito prazer  em entrevistar, em descobrir boas pautas e em compartilhar estas descobertas.

Qual o retorno que você recebe pela sua coluna no jornal O Dia?

Comentários por email, de modo geral em forma de apoio, de concordância... Mas o melhor comentário que escutei foi um grito de um motorista de ônibus que deu uma parada no ônibus em pleno centro do Rio para gritar que adorou a coluna e concordava com ela.

A internet chegou abraçando tosos os meios de comunicação. Diante disso como você analisa o futuro do jornal tradicional, o impresso?

Ele vai ter que mudar como alias tudo e todos no mundo inteiro terão que fazer. Mas as mudanças não eliminam o jornalismo impresso apenas exigem reformas urgentes que ninguém sabe ainda como fazer e em que direção isto vai acontecer.

“Com Certeza – Leda Nagle – Melhores Momentos” e “De Minas para o Mundo - Levando Minas nos Gestos e no Coração”, dois livros seus, dois sucessos. Vem aí um terceiro?

São livros de entrevistas e tenho vontade de fazer outros na mesma linha, com recortes diferentes, até porque há muita gente interessante solta por aí, com boas histórias para contar.

Como foi a experiência de fazer o áudio livro de Augusto Cury? Como você vê essa maneira de se fazer livro?

Foi uma experiência diferente, que eu vejo como muita positiva mas acho que não funcionou no mercado brasileiro.

O programa Sem Censura é assistido do Oiapoque ao Chuí. Como foi a construção dessa audiência em massa, dessa confiança de telespectadores fieis?

Em abril de 2016 faço 20 anos á frente do Sem Censura. O programa já existia antes de mim e acho que o sucesso e a credibilidade dele está no seu próprio formato e na sua simplicidade. A maneira como ele acontece, sem ações mirabolantes, apenas escolhendo pessoas e assuntos/pautas que valem à pena serem discutidos fazem dele uma boa opção para as tardes brasileiras da tv aberta. E isto me dá uma alegria enorme e um grande prazer que se repete a cada dia. 


Um comentário:

  1. A nossa querida Leda é simplesmente sempre LEDA NAGLE ... "sem censura", verdadeira em todos os sentidos !! Sou uma CENSURETE de carteirinha com muito orgulho :)

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