Quando
a competência e a simpatia nos chega todas as tardes
Por
Cássio Cavalcante/ Fotos: internet
Com um charme único a sua
história se confunde com a dos telejornais de nossa televisão. Com uma
audiência consagrada nos quatro cantos do Brasil. Assistir Leda Nagle nos faz
bem com certeza.
Suas
entrevistas no telejornal Hoje da rede Globo estão em nossa memória. Qual a
fórmula de uma boa entrevista?
Gostar de ouvir
histórias. Ter interesse nas pessoas. Deixar o entrevistado falar.
O
que ainda existe em você da moça mineira recém formada de Juiz de Fora que
chegou no Rio de Janeiro?
O jeito e o gesto. A
“mineirice” e o “mineirismo”. A Rachel
Jardim, escritora nascida lá em Juiz de Fora, de onde eu também venho, escreveu
certa vez “não se é mineiro impunemente nem se recupera nunca de ter sido”. Eu
concordo orgulhosamente com ela. Trago o jeito de ser, algumas palavras que
falo no dia a dia e muitos dos gestos de quem nasceu entre montanhas.
O
que você guardou de suas passagens pela extinta Rede Manchete e no SBT Rio no
programa Agenda?
Foram experiências tão
válidas quanto a da Tv Globo. Eu gosto de trabalhar, gosto de desafios e tenho
realmente muito prazer em entrevistar,
em descobrir boas pautas e em compartilhar estas descobertas.
Qual
o retorno que você recebe pela sua coluna no jornal O Dia?
Comentários por email, de
modo geral em forma de apoio, de concordância... Mas o melhor comentário que
escutei foi um grito de um motorista de ônibus que deu uma parada no ônibus em
pleno centro do Rio para gritar que adorou a coluna e concordava com ela.
A
internet chegou abraçando tosos os meios de comunicação. Diante disso como você
analisa o futuro do jornal tradicional, o impresso?
Ele vai ter que mudar
como alias tudo e todos no mundo inteiro terão que fazer. Mas as mudanças não
eliminam o jornalismo impresso apenas exigem reformas urgentes que ninguém sabe
ainda como fazer e em que direção isto vai acontecer.
“Com
Certeza – Leda Nagle – Melhores Momentos” e “De Minas para o Mundo - Levando
Minas nos Gestos e no Coração”, dois livros seus, dois sucessos. Vem aí um
terceiro?
São livros de entrevistas
e tenho vontade de fazer outros na mesma linha, com recortes diferentes, até
porque há muita gente interessante solta por aí, com boas histórias para
contar.
Como
foi a experiência de fazer o áudio livro de Augusto Cury? Como você vê essa
maneira de se fazer livro?
Foi uma experiência
diferente, que eu vejo como muita positiva mas acho que não funcionou no
mercado brasileiro.
O
programa Sem Censura é assistido do Oiapoque ao Chuí. Como foi a construção
dessa audiência em massa, dessa confiança de telespectadores fieis?
Em abril de 2016 faço 20
anos á frente do Sem Censura. O programa já existia antes de mim e acho que o
sucesso e a credibilidade dele está no seu próprio formato e na sua
simplicidade. A maneira como ele acontece, sem ações mirabolantes, apenas
escolhendo pessoas e assuntos/pautas que valem à pena serem discutidos fazem
dele uma boa opção para as tardes brasileiras da tv aberta. E isto me dá uma
alegria enorme e um grande prazer que se repete a cada dia.


A nossa querida Leda é simplesmente sempre LEDA NAGLE ... "sem censura", verdadeira em todos os sentidos !! Sou uma CENSURETE de carteirinha com muito orgulho :)
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